Nosso post de dia das Mães :)

texto lindo da nossa querida Carol Gomes

11 de maio de 2012

Esse deve ser um dos posts mais difíceis de escrever aqui no Conselhos… Dia das mães chegando e, apesar de eu ter dois filhos lindos, esse dia ainda é um pouco triste pela ausência da minha mãe. Fico às vezes pensando o quanto gostaria que ela tivesse conhecido os netos e o quanto eles se enriqueceriam de ter conhecido uma pessoa tão maravilhosa quanto ela… quem tem que criar filhos sem a mãe por perto sabe do que eu estou falando.

Mas… apesar da minha mãe não estar mais por perto, tudo que eu vivi com ela foi tão maravilhoso, que com certeza tem um impacto direto na minha forma de ser mãe e consequentemente, nos meus filhos. Sempre que tenho uma dúvida, penso: o que a minha mãe faria nesse momento? Como ela resolveria essa situação? O que fez dela uma mãe tão especial? E logo aparece uma solução!

E entre as muitas coisas que tornaram a minha mãe especial, está o fato dela ter se esforçado muito para abrir espaço para o nosso crescimento e – mesmo querendo ficar com as filhas embaixo das asas – sempre ter repetido: “vocês não são minhas, vocês são do mundo”. Ela provocava a nossa curiosidade, estimulava a autonomia, mas sempre deixava uma ancora, um porto seguro, para o qual poderíamos voltar.

Ela falava sobre o quanto o mundo era bom, grande e curioso. Sobre a importância de conhecer o novo, de se abrir para novas experiências, confiar nas pessoas – que sempre tinham um lado bom. Sem ser naive, a visão dela era de que o mundo era bom e que devíamos vive-lo.

Lembro até hoje do pacto que ela fez com o açougueiro da esquina. Se nós estivéssemos em apuros, ele podia nos dar dinheiro, que depois ela pagaria. Dessa forma, ela falava: “pode pegar ônibus para ir aonde precisar. Se informe sobre o caminho, preste atenção, que vai dar tudo certo. E se tudo der errado, pegue um taxi que o açougueiro paga”.  Foi assim que eu e a minha irmã conseguimos segurar a ansiedade de ter parado no centro da cidade quando tentávamos ir para a escola, na Av Brasil!

Foi assim também quando fiz viagens de mochilão para a Europa ou para os cafundós do Nordeste… telefonava uma vez por semana e ela sempre parecia empolgada ao telefone, quando na verdade devia estar super apreensiva. Era assim também quando eu chegada em casa de madrugada e ao abrir a porta da sala a via apagando apressadamente o abajour do quarto.

Ela nunca cobrou as minhas notas da escola, nem investigou quem eram as minhas amigas. Ela conversava comigo sobre todos os temas e falava: “a importância é essa, os riscos são esses, mas a vida é sua. Como você é tão inteligente, tenho certeza que tomará a decisão certa”.

Hoje, como mãe, imagino o quanto devia ser difícil segurar a onda! “Será que essa menina vai mesmo escolher o certo?”, “e se o ônibus parar no centro da cidade e ela se perder?”, “acho que vou vetar esse mochilão”, “ah, que vontade de pedir para ela me ligar do Nordeste todos os dias”…

Como mãe deve ter sido muito difícil, mas como filha, foi muito enriquecedor, pois a liberdade dela me transmitia confiança em mim mesma e ao mesmo tempo jogava toda a responsabilidade de volta para mim. Se algo desse errado, eu teria que solucionar, mas como ela me achava tão inteligente, com certeza eu saberia. Agradeço a ela todos os dias por isso.

Meus filhos ainda são pequenos e – por enquanto – não tem boletim, não pegam ônibus sozinhos, não saem à noite e nem querem ir para o Nordeste com os amigos, mas sei que esse dia vai chegar e tento me preparar diariamente para isso, exercitando o meu desprendimento e estimulando a autonomia deles.

Tento “apagar rapidinho o abajour”, para eles não perceberem o meu coração apertado e espero mesmo que eles cresçam com a visão de que o mundo é bom e está de braços abertos para recebe-los, bondosos, autônomos e curiosos. E, claro, estarei sempre disponível com um abraço carinhoso para dar um colo, mas um colo “breve”, porque afinal, eles não são meus, eles são do mundo… e todo vez que esse pensamento aperta o meu coração, volto para a poesia do Kahlil Gibran que era o mantra da minha mãe e agora compartilho com vocês, desejando que todas possamos ser ótimas arqueiras para as nossas amadas flechas!

 

“Vossos filhos não são vossos filhos,

são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.

Vêm através de vós, mas não de vós.

E embora vivam convosco, não vos pertencem.

Podeis outorgar-lhes vosso amor,

mas não vossos pensamentos.

Porque eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;

Pois suas almas moram na mansão do amanhã,

que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar-vos por ser como eles,

mas não podem fazê-los como vós,

Porque a vida não anda para trás

e não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos

são arremessados como flechas vivas.

O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito

e vos estica com toda a sua força

para que suas flechas se projetem rápido e para longe.

Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria;

Pois assim como Ele ama a flecha que voa,

ama também o arco que permanece estável.”

 

Carol é mãe da da Bia e do Rafael

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CATEGORIAS: Datas Comemorativas
POSTADO POR: Lu Musa
Cansada, eu?

Desabafo e outras estórias de uma mãe de dois!

16 de março de 2012

filhos e cansaço

Todos os dias, ao sair do trabalho, ouço do manobrista: “tchau Carol, bom descanso!”. Coitado, tão gentil, mas não sei bem a qual descanso ele está se referindo, porque, no trabalho eu estava só me divertindo, chegando em casa é que eu vou trabalhar prá valer!

Antes de ter filhos, via minha casa como um lugar super relaxante. Achava que os meus dias de trabalho eram super intensos (nem imaginava o que era um dia realmente intenso) e quando chegava em casa, tomava um bom banho, ia bater papo com meu marido e ler um bom livro.

Hoje me pergunto: aonde eu posso ter esse break?? Quando vou recarregar as baterias?

Fico no trabalho morrendo de saudade, louca para chegar em casa e agarrar as crianças, mas confesso que às vezes me sinto tão cansada, que fico também sonhando em ter um tempinho só para mim, sem compromisso nenhum. Uma meia hora para tirar o esmalte, comer chocolate, ver a Caras, enfim, para não fazer nada.

Passei inclusive a não odiar tanto o trânsito. Instalei um Bluetooth e conectei o I-pod, e assim, aproveito os 40 minutos de ida e os outros 40 de volta para ouvir música e colocar o papo em dia com as amigas… quem diria que o trânsito poderia ser tão relaxante! : )

Às vezes estou tão cansada que paro no shopping pertinho de casa para descansar. Mais alguma louca faz isso? Reservo 30 minutos. Compro uma revista, sento em um café e fico lá descansando um pouquinho! Aliás, adivinhem aonde estou agora?! Justamente, numa mesinha do shopping.

Uma amiga disse que às vezes se sente tão cansada, que tem vontade de fugir do trabalho e passar umas 4 horas dormindo num hotel… sim, tem que ser em um hotel, porque em casa, essas 4 horas de sono seriam um luxo inalcançável.

Tendo a concordar com ela, porque quando chego em casa, a correria começa. Quando meu marido chega primeiro, a empregada fica toda tranqüila, brincando com as crianças até eu chegar… mas quando eu chego primeiro, ela já vai falando: “oi Carol, o dia foi ótimo, as crianças estão super bem, beijo, tchau!” e eu fico numa mistura de cansaço e animação para brincar com os meus fofinhos.

Não tem break, não tem respiro… não dá para falar: “querido, espera só a mamãe terminar de ler essa revista” ou: “legal, vão brincando aí que a mamãe vai tomar banho” ou: “já vou desligar o telefone, só mais uma fofoca com a sua tia!”. Não posso nem fazer xixi sozinha!!! Essa é a hora de brincar, contar como foi o dia, tomar banho, dar jantar, escovar o dente, preparar o leitinho, contar história e etc.

Quando vejo os dois, tão lindos, dormindo feito anjos com seus pijaminhas fofos, penso: “uffa!”, respiro fundo e vou tomar meu banho, mas meia hora depois, lá estou eu, morrendo de saudade dos dois! Vai entender…

Passei um tempo pensando se eu era a única louca, mas vi que além da minha amiga que sonha em dormir no hotel, tenho outros “adeptos”. No ano passado, viajei para NY quando estava grávida para comprar roupinhas de bebê. Fiquei na casa de uma amiga queridíssima que também estava grávida. Compramos roupinhas lindas, mas a maior parte do tempo, passamos de pernas para o ar, batendo papo no gramado da casa dela! Aproveitei para dormir, comer lanchinhos da tarde, ler revistas… enfim, curti o dolce far niente e pasmem, não fui nenhuma vez a Manhattan.

Quando voltei ao Brasil, feliz da vida, um amigo (que não tem filhos) ficou indignado ao saber que eu havia passado uma semana a 30 minutos de Manhattan e não tinha ido para lá… estava prestes a me sentir um ET, quando um outro amigo (que, por sua vez, tem 3 filhos) falou: “quando você tiver filhos, vai entender porque passar a tarde de papo para o ar pode ser mais interessante que ir para NY”…  BINGO! Não estava sozinha…

 

Carol Gomes é mãe da Bia e do Rafael.


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Ser mãe sem ter mãe por perto.

12 de março de 2012

É dar colo morrendo de saudades de ganhar um também.

É ter que dividir sua casa com uma pessoa que você nunca viu na vida: a babá.

É ter que receber visita toda vez que quiser ter ela por perto.

É ter que adotar a pediatra como sua segunda mãe. E, quase sempre, ligar muito pra ela.

É ter que perguntar pra babá “o que você acha disso?” e ouvir como resposta “ a senhora é que sabe”. E não saber.

É ver seus filhos chorarem pra ir no colo dela, já que não estão acostumados com a sua presença.

É não ter a casa dela pra passar o domingo. E nem pra deixar os filhos, quando um imprevisto acontecer.

É ter um destino já escolhido em todo feriado.

É também não ter que ouvir “ viu só, eu te avisei”, a cada coisa que der errada. E nem “ eu também passei noites sem dormir com você”, quando você reclamar de sono.

Ser mãe sem ter mãe por perto é ter que aprender com os próprios erros.

É trocar o ombro, pelo telefone no ombro.

É criar uma família longe da outra.

 

Anna Karina é mãe do Arthur e do Theo e sua mãe mora em Goiânia.

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CATEGORIAS: Neurose de Mãe
POSTADO POR: Anna Karina
A insuportável indiferença dos homens ao choro de bebês.

Cry me a river.

9 de março de 2012


Talvez com o pai do seu filho não seja assim, mas posso dizer por experiência própria, eu acho no mínimo irritante a capacidade da maioria dos homens a ficar calmamente indiferente ao choro dos filhos.

O bebê está se esgoelando e eles estão lá, super calmos nas mais diversas situações. Muitas vezes, dormindo em sono profundo, ou lendo jornal, ou vendo emails. Não importa a situação, parece que aquele choro simplesmente não chega como agulhinhas aos tímpanos masculinos.

Com certeza tem pessoas que devem achar isso uma qualidade: “Ah, ele é ótimo, mantém a calma do ambiente” ou ainda “Ah, alguém tem que ficar tranquilo nesses momento”. Na boa? Blá blá blá to me.

Quando o meu bebê chora, não, eu não fico tranquila, não acho legal. Sou uma pessoa racional e esclarecida, sei que o choro é uma das poucas formas da minha filha se expressar, nesse caso dizendo que algo não está bom, e que depois de muitas vezes tendo alguém correndo para “socorre-la”, o choro pode até ser uma forma de controle que o seu bebê descobre.

Mas mesmo assim, quando a minha filha chora, me incomoda.

Aí quando isso acontece dentro do carro por exemplo, como pessoa racional e esclarecida, eu não tenho rompantes desesperados, mas posso dizer que eu fico lá, me segurando para fingir que eu tô tranquila, normal, que choro é só uma forma dela se expressar e que já já vamos chegar ao clube e tira-la do car seat, quando tudo o que eu queria naquele exato momento era pular do meu assento para o banco de trás, arrancar meu bebezinho daquela maldita cadeirinha que mais parece uma sauna de tão suada que ela fica, e carinhosamente abraça-la e acalma-la até que mais uma vez o silêncio reine.

Simples assim.

E quanto aos homens, não sei ao certo o que eu queria, com certeza não preciso de outra pessoa querendo pular pro banco de trás, mas quem sabe uma afliçãozinha de vez em quando podia cair bem…não?

 

Karina Ribeiro é mãe da Helena de 1 ano.

 

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A dor do parto.

7 de março de 2012

Eu sempre tive medo do parto normal. Era só ver uma grávida na rua que logo perguntava (veja bem, perguntava) pra ela: “Você não está apavorada, morrendo de medo do seu filho nascer? Sei lá, você não tem medo do parto normal?”

Olha só que pessoa bizarra e sem noção que eu era.

Eis que anos depois eu me vi naquela situação, grávida do meu primeiro filho e morrendo de vontade de ver o rostinho dele por vias naturais.

O medo foi embora e no lugar dele surgiu uma mulher segura, tranquila e totalmente à vontade com o parto normal.

Fiz yoga a gravidez toda, treinei respirações, posições vemnenêvem e tudo estava caminhando para um parto do jeito que eu queria.

Para todo mundo eu dizia: “quero que o Theo venha do jeito que for melhor pra ele”. Mas aqui dentro, e nem precisa ser lá no fundo, eu ouvia uma voz que dizia: “vai ser normal. Vai ser normal”.

E não foi.

E o que é ser normal, afinal?

Depois de 16 horas em trabalho de parto, contrações, exercícios em bola, respirações, cama voltada para Meca e 1 cm de dilatação (juro que, nesse caso, 0 é melhor que 1), a bolsa estourou e tivemos que partir para uma cesárea.

Foi tudo lindo, eu tive as duas experiências, o Theo nasceu super saudável, o papai cortou o cordão e eu fiquei com aquela sensação de “pôxa vida, cesárea?”

Mas ok, vamos lá que eu tinha um recém nascido em casa e não havia espaço para mais choros além do dele. Se bem que o baby blues………ok, conto isso em outro post.

2 anos depois eu engravidei do Arthur e, de novo, da vontade do parto normal.

Yoga, natação, respira fundo, relaxa e contrai.

Mas dessa vez, já na 39ª semana e nos 5 dias, numa consulta, o médico disse que eu teria que fazer uma cesárea de urgência porque o líquido estava bem baixo.

Chorei horrores, me senti péssima, liguei para 259 amigas, mas no dia 21 de dezembro de 2010, às 11h24, estava lá, abraçando o meu filho e sentindo, de novo, a maior emoção da minha vida.

Racionalmente eu sei que o que importa é o filho nascer saudável, seja de parto normal, natural, de cócoras, com parteira ou com cesárea.

Mas aqui dentro eu ainda continuo grávida do parto normal.

E a dor que eu senti de não passar por essa experiência é, com toda certeza, muito maior que a dor do parto que eu sempre tive medo.

Pra uns pode soar como exagero, pra outras como drama mexicano, mas pra mim, é um desabafo guardado há 4 anos.

Ufa! Pelo menos esse texto eu pari naturalmente.

 

Anna Karina é mãe do Theo e do Arthur.

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Eu tive depressão pós-parto.

Por Bel Duarte

29 de fevereiro de 2012


Quem me vê hoje com as crianças não pode imaginar que eu tive depressão pós-parto: do meu primeiro filho, diagnosticada aos 9 meses dele, mas tive.

Eu fui a primeira das minhas amigas a ter filho. Nunca tinha trocado uma fralda nem tinha a mais pálida idéia do que seria, nunca tinha conversado com ninguém a respeito.

Estava casada há quase 3 anos e de repente comecei a sentir falta de ter mais alguém, na verdade não muita falta, achei “legal” ter um filho. Eba, uma criança entre a família e os amigos!! Parei a pílula. Em 15 dias estava grávida.

Não deu tempo de “querer de verdade”.

Fiz yoga a gestação toda, fora os enjôos dos três primeiros meses o resto foi tranquilo. Só engordei 9kg, nem roupa de gestante comprei, umas duas calças no máximo.

Não tive o parto dos meus sonhos. Meu filho não virou (nem com 2 médicos, acumpulturista, etc). Para quem fazia yoga há 10 anos foi digamos uma frustração. E aí vem aquele “preconceito” de quem faz cesárea, eu estava me sentindo péssima de ter que fazer uma (no final a posição dele era bizarra e agradeço todos os dias por existir essa cirurgia. Sem ela não estaríamos aqui).

Meu filho teve eritema tóxico (alergia ao mundo externo), icterícia nas primeiras 24 horas, e por ter ficado 3 meses com o pezinho pressionando um dos olhos, nasceu com esse olhinho fechado.

Eu atravessava a maternidade (meu quarto era o último do corredor) para amamentar de 3 em 3 horas. Já aí achei tudo isso bem difícil (eu tinha a ilusão de ser tão fácil…).

Tive muita dor, não foi nada legal (apesar do parto dele ter sido o momento mais emocionante da minha vida).

Nesses primeiros dias tive vontade de processar as revistas de gravidez e bebês. Porque todo mundo dizia que era tudo tão lindo????

Eu cheguei em casa e no primeiro cocô dele, sentei, chorei, liguei pra minha mãe e ela veio. Trocou e ficou um mês comigo.

Eu tinha poucas amigas casadas. Não tinha ninguém pra falar e a única que tinha filhos… tinha tido super cedo, eles já eram grandes.

Houve um momento em que eu simplesmente entrei em pânico e pensei: “Como assim, não dou conta, porque fui ter um filho agora, meu Deus, eu tenho que cuidar dele!” isso foi já na primeira semana.

Graças a Deus tive muito leite, amamentei numa boa e nunca tive dúvidas. A natureza é sabia, eu nasci pra amamentar e meu filho sempre foi um anjo, um querido.

Eu morei em vários países, sempre viajei, sou fotografa, sou do mundo, amo sair sem rumo, fotografar e voltar. Não aguentei muitos anos trabalhando num escritório, detesto essa rotina do mesmo lugar… e de repente me vi ali, no mesmo bate-quarto e mesma bate-cadeira trocentas vezes ao dia, sem ter com quem dividir. Entrei em pânico mas pensei: calma, vai passar.

Quando ele tinha 5 meses meu irmão teve um problema sério de saúde e quase morreu, minha mãe que estava sempre por perto foi ficar só com ele, meu marido foi demitido e tínhamos usado o dinheiro do fundo pra comprar um apartamento, e toda a reserva foi em uma reforma absurda. Ficamos sem nada no banco. Conta zerada! Nós terminamos a reforma (não sei como até hoje) e nos mudamos.

Eu sei que a coisa foi indo e indo e um dia eu comecei a não querer sair de casa, comecei a ter aqueles arrepios quando ele chorava (os arrepios me levavam ao choro frequente). Me sentia culpada o tempo todo por amar tanto mas ao mesmo tempo pensar sempre como seria a minha vida sem ele.

Não saía de casa, tive uma babá depois da outra e sempre dava algum problema (nesse aspecto foi trágico), mudança de casa… marido fazendo trocentos freelancers e trabalhando LITERALMENTE muitas vezes 24 horas seguidas e aquela tristeza aumentando.

O meu lado bom é achar que sempre vai dar certo, e não desistir nunca. Eu sou graças a Deus, uma lutadora, mas estava sem forças, e comecei a ver o mundo triste, nada tinha graça. Uma solidão, paralizei.

Eu fazia tudo sem prazer, mas fazia. E quando tinha um pouco de força fazia alguma legal com meu filho e marido, mas aí passava e recomeçava aquela tristeza. Nada fazia ela ir embora. Cheguei aos meus 47kg.

Me afastei de muitos amigos e minha família começou a me achar “chata”. Só o meu marido e eu sabíamos o que estava acontecendo de verdade.

Nessa época resolvi colocar o meu pequeno na escola por meio período. Ele tinha 1 aninho, mas eu sabia que não conseguiria cuidar dele sozinho. Encontrei a melhor escola do mundo, foi um achado e um tiro certeiro que mudou a minha vida. Eu podia ter a minha depressão sem tirar a alegria do meu filho. Mas tinha que arrumar uma solução!

Um dia conversei com meu marido e ele disse da forma mais carinhosa do mundo (nunca vou esquecer): “Você tá precisando de ajuda, vamos ver isso?” E conseguimos um psiquiatra maravilhoso. Na primeira consulta só chorei. Comecei os remédios e em 15 dias acordei e vi o mundo de outra forma, como eu via antes. Tive vontade de sair e recomeçar a minha vida.

Tomei remédio até descobrir que estava grávida da minha segunda filha (engravidei tomando pílula). Parei os remédios e nunca mais tive nada. Tenho as minhas tristezas como todos, mas nada de mais, levanto a cabeça e sigo em frente. A minha pequena veio no susto pra me mostrar como seria um parto mais tranquilo, como ser mãe “já sabendo” podia ser maravilhoso, mais relaxado mais, mais curtido…

Ela também não virou, mas desta vez tive uma cesárea feliz, não tive dor, e aceitei o fato de não ter um parto normal, e daí??????

Muitas amigas minhas nem sabem disso. Algumas ficarão surpresas com esse texto. Tratamos isso mais na nossa casa, meu marido e eu.

Mas achei legal contar a minha história pois não devo ser a única a passar por isso.

Fiz muita terapia pra tirar essa culpa de não ter sido uma boa mãe no primeiro ano do meu filho. Demorou mas funcionou. Estou ótima. Faço até hoje, sempre que posso. E sei que fiz o que podia na época. Não fiz mais porque não sabia como. Os filhos entendem quando existe amor de verdade.

Descobri que ser mãe é PRA MIM a função mais difícil da minha vida. Porém, a mais prazerosa.

Hoje eu me considero vitoriosa, com meus filhos lindos, queridos, amados, especiais e companheiros, que eu cuido com pouquíssima ajuda e que me fazem a pessoa mais feliz desse mundo!!!! Eu acho que sou uma ótima mãe.

Sei que a jornada está APENAS COMEÇANDO. Mas eu já venci SIM um grande desafio, uma big depressão, e me apoio na minha própria superação pra ser feliz com a minha família, um dia de cada vez…

 

Bel Duarte é mãe do Antonio e da Marina


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Nesse carnaval eu caí para a 2ª divisão!

28 de fevereiro de 2012


Todo carnaval é uma surpresa pra mim. E cada ano eu saio num bloco diferente.

Já teve o bloco dos desesperados: filho preso dentro do carro no estacionamento do shopping.

O bloco do Unidos do não dorme nunca: filho doente com 40º de febre os 5 dias seguidos.

O bloco do Mamãe eu não quero comer: filhos em greve de fome o carnaval inteiro.

O bloco do Eu sozinha: marido trabalhando e babá viajando.

E esse ano, eu saí no bloco do Sorria, é pegadinha.

Explico.

Fomos para um hotel fazenda e foi tudo lindo. Os meninos aproveitaram bastante, dormiram bem, brincaram o dia todo.

Claro que tiveram uns perrengues do tipo não comer, não querer ficar com os monitores, não deixar a gente fazer qualquer outra coisa que não fosse ficar com eles. Mas até ai, tudo dentro dos conformes.

Dessa vez as bizarrices aconteceram comigo mesmo.

Comecei o carnaval ouvindo: nossa, mamãe, seu peito é menor que o do Arthurzinho (Arthurzinho é o meu filho de 1 ano).

Ok, 0 em comissão de frente.

Depois, a única sandália que eu levei arrebentou e eu tive que passar todos os dias de chinelo.

0 em evolução.

Daí que depois, esse meu chinelo soltou as tiras (apesar da propaganda dizer o contrário) e, ao invés de tirar o pé do chão, minha amiga, eu tive que colocar.

0 em alegoria.

E por fim, se não bastasse tudo isso, eu ainda tive que escutar da odalisca:

“É peruca, tia?”

O que?

“O seu cabelo.”

0 em bateria.

Porque eu podia ter batido e muito nela.

 

 

Anna Karina é mãe do Theo e do Arthur.

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CATEGORIAS: Datas Comemorativas
POSTADO POR: Anna Karina
Bye Bye Baby!

O primeiro dia de escola.

27 de fevereiro de 2012

E lá foi ele todo gatinho para o seu primeiro dia de aula.

Vestindo o uniforme novo, com o seu new balance reluzente e mochila à tiracolo.

Eu fui junto, para a “nossa” fase de adaptação escolar.

Ele entrou correndo sem nem olhar para trás.

No segundo dia eu pude esperar na sala de computação, no terceiro e no quarto na porta da escola.

Nos dias seguintes no café com o celular ligado, e ontem, em casa, pois ele estava super adaptado e não precisava mais de mim.

Na maluquice de ser mãe ficamos querendo que eles cresçam e tenham o tempo deles (para que a gente possa ter um tempo nosso!) mas quando acontece de fato, dá uma saudade, um sentimento egoísta;  de saber que ele vai aprender um monte de coisas novas que não sou eu quem vou ensinar. Que ele vai sentir medo e ficar angustiado sem o meu colo, e encarar que ele tem uma vida dele, da qual eu não faço parte e que isso é só o começo…

 

Juliana Steinberg Kanas é mãe do Rafael de quase 2 anos.

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Manga curta ou longa?

16 de fevereiro de 2012


Meu filho tem quase 4 anos. E tem quase 4 anos que, todas as noites, eu me faço a mesma pergunta: “E hoje, hein? Será que eu coloco pijama de manga curta ou longa?”

Vocês não?

Eu nunca sei que raios de tipo de pijama eu ponho no menino. Se eu ponho manda curta e short, ele fica gelado na madrugada. Se eu ponho manga comprida e calça, ele sua mais que um obeso no Saara. Como proceder?

Essas lojas de criança que tudo inventam pra gente gastar dinheiro, deveriam inventar um medidor de pijamas para ajudar a gente todas as noites.

Tá, tá, eu sei que é só ser meio óbvia: ta calor, manga curta. Tá frio, manga longa. Mas em São Paulo a gente sabe que não é bem assim. O calor pode virar neve o e frio, o subsolo do inferno.

Com o meu filho menor está a mesma novela. E o pior é que eles não se cobrem, então não dá pra contar muito com o apoio do edredon.

Enquanto não inventam a fórmula do pijama ideal ou um pijama que troca de estação automaticamente no próprio corpo, eu sigo acertando e errando.

E os meninos, coitados, brincando de tá frio e tá quente a noite toda.

 

Anna Karina é mãe do Arthur e do Theo.

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CATEGORIAS: O Bebê Chegou!
POSTADO POR: Anna Karina
Maçã cozida com canela, suco de laranja e passas

Sobremesas para Bebês

15 de fevereiro de 2012

Depois de ter “apresentado” todas as frutas in natura para a Helena (10 meses) e percebido do que ela mais gosta, do que ela não gosta e etc, achei interessante começar a introduzir as mesmas frutas com sabores e jeitos de cozinhar diferentes. Um exemplo é essa sobremesinha de maçã cozida.

Serve de 1 a 2 porções para bebês

papinha de maçã

Ingredientes

  • 1 maçã RED grande sem casca e sementes cortada em cubinhos
  • 1 pau de canela ou uma pitadinha de canela em pó
  • Sumo de 1 laranja pera
  • 4 uva passas (opcional)

Numa panelinha coloque todos os ingredientes e leve ao fogo médio por uns 15 minutos ou até que a maçã esteja bem molinha. Tire do fogo e amasse até virar um purezinha com pedaços. Use um pouco do caldinho que ficou na panela para amassar e dar mais sabor à sobremesa.

Bon Appétit

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CATEGORIAS: Alimentação
POSTADO POR: Karina Ribeiro